O SER HUMANO É UM SER BONITO, É UM SER SOCIAL

A Exposição Virtual “O ser humano é um ser bonito, é um ser social” é uma plataforma cultural e formativa que articula arte, sustentabilidade, economia criativa, identidade cultural e desenvolvimento territorial, reunindo fazedores da cultura da região Norte de Alagoas em um percurso expositivo organizado em cinco zonas temáticas interligadas. A iniciativa promove encontros entre tradição e contemporaneidade, valorizando saberes populares, processos criativos e políticas públicas de cultura como instrumentos de transformação social.

Com foco na formação, mobilização e articulação dos agentes culturais, a exposição fortalece redes colaborativas entre artistas, artesãos, catadores, cozinheiras, designers, povos tradicionais, músicos e gestores culturais, ampliando o acesso a editais, programas e oportunidades nos campos da cultura, do turismo de base comunitária, da economia criativa e desenvolvimento de repertório cultural.

A exposição virtual é uma extensão digital do que foi a exposição cultural presencial “O ser humano é um ser bonito, é um ser social”, que aconteceu em Passo de Camaragibe, em 27 de novembro de 2025, às 19hrs. Reuniu mais de 20 instituições sociais, públicas e do terceiro setor, e uma curadoria de mais de 60 obras da nossa economia solidária.

CONCEPÇÃO E FORMATO DA EXPOSIÇÃO PRESENCIAL

A exposição presencial foi concebida a partir de um formato híbrido, que articula a funcionalidade das feiras populares com a linguagem da exposição cultural contemporânea. Inspirada nas feiras de agricultura familiar, feiras de artesanato e feiras de economia popular, a mostra adotou uma organização espacial em bancas, semelhantes às de lanches, alimentos e produtos artesanais, favorecendo a circulação, o encontro, a troca direta e a convivência entre fazedores, público e território.

Esse modelo de feira foi compreendido não apenas como forma de comercialização, mas como dispositivo cultural ancestral, onde saberes circulam, histórias são compartilhadas e relações sociais se constroem. A feira aparece, assim, como espaço de sociabilidade, aprendizado e pertencimento — um reflexo direto da ideia central da exposição:
o ser humano é um ser bonito, o ser humano é um ser social.

Ao mesmo tempo, a exposição incorporou referências da elaboração museológica e curatorial, dialogando com:

UMA EXPOSIÇÃO EM INSTALAÇÃO VIVA

O resultado foi uma instalação viva, em que cada banca funcionou simultaneamente como:

O público não apenas observou objetos finalizados, mas acompanhou processos em andamento, montagens, conversas, performances, oficinas e narrativas. O espaço expositivo foi pensado como território em construção, onde o fazer cultural acontece diante do olhar do outro, reforçando a dimensão social da criação.

Essa escolha curatorial rompe com a ideia de exposição como espaço fechado e estático, propondo uma experiência aberta, relacional e comunitária, na qual arte, trabalho, cotidiano e celebração coexistem.

O HUMANO COMO CENTRO DA EXPOSIÇÃO

Ao integrar o formato de feira com práticas expositivas contemporâneas, a exposição colocou o ser humano no centro — seus gestos, seus saberes, sua capacidade de criar, compartilhar e conviver. Cada objeto, prato, vestimenta, obra ou performance foi apresentado não apenas como produto, mas como extensão de relações sociais, histórias de vida e vínculos comunitários.

Assim, a exposição se afirmou como um espaço onde a cultura é vivida, negociada e celebrada coletivamente, reafirmando seu princípio fundamental:
o ser humano é um ser bonito, porque cria; e é um ser social, porque cria junto.